

O primeiro exercício proposto pelo professor ao CEPECA foi narrar com o máximo de detalhes a história escolhida. Para isso, roterizei o conto; separei partes; colori e o espalhei com letras grandes em folhas brancas.
De acordo com o professor, essa fase permite que o ator se comprometa com sua criação, analisando, ao mesmo tempo, que vive prazerosamente a dramaticidade de seu estímulo. Portanto, inerente ao ato de narrar está a atualização de memórias. Nos entrelaçamos aos estímulos, percebendo-os como impulsos físicos e iscas para memórias. A escolha das palavras e suas enunciações são exercícios de exposição. O ator já é colocado num espaço vulnerável e de risco onde suas ações o lançam para a experiência. Assim, provamos os sabores, as cores, os sons, os movimentos, os cheiros e as texturas das palavras selecionadas e pronunciadas.
Através desse procedimento, pude organizar a estrutura literária numa narrativa dramática, percebendo ações, tempos e espaços. Ganhei consciência dos fatos que me impulsionavam à criação, ao “prazer teatral”, por exemplo: as cenas em que a protagonista vê o cego e sua experiência no Jardim Botânico; as expressões paradoxais e o desafio de corporificá-las em cena.
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